Sexta-feira, Outubro 09, 2009

Agora eu posso ganhar o Nobel!

Depois do Obama ganhar o Prêmio Nobel da Paz em meio a guerras, eu sou mais eu...hehehe.

Honestamente, achei essa decisão totalmente bizarra. Não que eu desgoste do Obama. Mudei totalmente de opinião sobre ele após ver a entrevista abaixo ao David Letterman. Sujeito correto, inteligente, e com ótima retórica e com conhecimento sobre os problemas de seu país.



O problema é que milhões de pessoas no mundo também são assim e nem por isso ganharam esse prêmio. Mas a culpa é de quem escolheu o ganhador do Prêmio Nobel, e não do Obama.

Agora, a melhor ironia sobre a escolha foi do Gregory Mankiw. Creio que ele e o seu muy amigo Paul Krugman também acreditam que eu tenha chances agora.

Domingo, Setembro 20, 2009

Purificação Tucana

O PSDB hoje pode se orgulhar de ter os dois políticos mais preparados do país para assumir a presidência da República. Antes, a existência de duas possíveis pré-candidaturas no partido era visto como motivo de preocupação e desunião. Hoje, é motivo de alegria e nos inspira ainda mais para caminharmos unidos rumo a 2010.

Não há, atualmente, quadros como os nossos em nenhuma outra legenda. Não existe um José Serra ou um Aécio Neves no PT, no PMDB, nem no DEM, nosso tradicional aliado. O PSDB está em uma posição de extremo favoritismo e conforto para o pleito do ano que vem. As candidaturas mais fortes são as nossas, o quadro de alianças mais provável está vinculado aos nossos postulantes, as pesquisam nos são demasiadamente favoráveis. Tudo nos leva a crer que vamos, após longos oito trágicos anos negros de governo lulista, retornar ao Palácio do Planalto, seja com Aécio Neves, governador das Minas Gerais, seja com José Serra, governador de Sâo Paulo.

Não obstante liderarmos as pesquisas, temos do lado do governo, uma evidente divisão de sua base. A candidatura "poste" da Ministra Dilma Rousseff e seu tão programado impacto mostrou-se tão verdadeiro quanto o currículo da gaúcha, que na verdade é mineira. Ciro Gomes, deputado federal pelo PSB, já dá sinais de que não se contenta "apenas" com uma candidatura ao governo paulista e deve sair candidato a presidente. Marina Silva, a incompetente Ministra do Meio Ambiente que virou santa após se demitir do governo Lula, está em evidência com sua provável candidatura a presidente pelo PV, roubando, inclusive, votos da candidata oficial de Lula.

Toda a atual conjuntura conspira para que nós, tucanos, nos inspiremos, esforcemos e trabalhemos, de fato para eleger o candidato do NOSSO PARTIDO em 2010. Tanto Serra quanto Aécio já fizeram inúmeras declarações de apoio mútuo quem quer que seja o escolhido para ser cabeça da chapa tucana no próximo ano. Já temos o apoio dos outros partidos de oposição, PPS e DEM, e prováveis adesões de outros partidos, como PTB, PV, setores do PMDB, dentre outros.

É justamente nesse quadro tão favorável que nós, nossos líderes e nossos simpatizantes devemos refletir e nos programar, nos organizar, planejar o que faremos, como atuaremos daqui em diante. Já perdemos duas campanhas que também começaram com claro favoritismo do nosso candidato (coincidência ou não, Geraldo Alckmin, expert em perder eleições fáceis). Não devemos, não podemos e, SOBRETUDO, não iremos protagonizar mais um vexame nacional vendo o nosso candidato derrotado.

É por isso que acredito que para 2010 o pragmatismo deve ser a palavra chave. E por pragmatismo, subentenda-se alinhamento. Exemplos disso? Geraldo Alckmin não pode ser candidato ao governo de São Paulo, por exemplo. Vale a pena contarmos com a sorte e ficarmos a depender do temperamento impulsivo do nosso competente ex-governador, especialista em campanhas fracas, enfadonhas e fadadas ao fracasso? NÃO!

Em Minas Gerais, terra de Aécio Neves, meu estado natal, devemos enquadrar Eduardo Azeredo, que enfrentará dificuldades com a chegada no STF do processo chamado "Mensalão Mineiro". Além disso, o nobre senador é um dos defensores da não liberalização da internet para campanhas eleitorais, chamado, carinhosamente, de o grande censor da internet atual, ao lado do ex-vice presidente Marco Maciel. Outro exemplo de quadro do partido que mais prejudica do que auxilia na atualidade é a governadora gaúcha, Yeda Crusius. Seu governo está em crise, um processo de impeachment corre no legislativo do estado e ela, dificilmente, se reelegerá. É claro e evidente que somos o partido mais forte da oposição, mas é sinal de sabedoria reconhecer que não podemos liderar em todos os estados, fato que deveria ser traduzido com nosso apoio ao prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, ao governo, numa ampla aliança anti-PT e anti-Tarso Genro.

Esses são alguns pequenos exemplos de pequenos problemas que podem vir a atrapalhar o quadro que temos no momento. A neutralização desses casos vai dar o primeiro exemplo de que o PSDB não admite um quadro de filiados incoerente com seu projeto de país, com seu projeto de governo e com seu projeto de futuro de nação.

Antes de assumirmos o governo federal, em janeiro de 2011, seja com Serra ou Aécio, temos primeiro de nos purificar, de nos retratarmos perante a nós mesmos e à opinião pública. Afinal, não podemos renunciar aos nossos valores e trair aqueles que creem nos ditos de nosso manifesto partidário, tal como fez o vendido Partido dos Trabalhadores, ou, para os íntimos, Casa da Mãe Joana.

E retomando o mote : SEM UNIÃO, NÃO SE VENCE ELEIÇÃO!

Vamos juntos, vamos unidos, vamos COERENTES! Rumo à vitória!

Sábado, Agosto 01, 2009

Realpolitik

De acordo com a Coluna da Monica Bergamo publicada na Folha de São Paulo de ontem, "Para a primeira etapa, de preparação e filmagem de "Lula, o Filho do Brasil", dirigido por Fábio Barreto, foram arrecadados cerca de R$ 10 milhões com Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa, Oi, Volkswagen, Nestlé, AmBev, Embraer e GDF Suez."

Já "José Padilha, diretor de Tropa de Elite, tem um roteiro pronto para dirigir um filme sobre corrupção na política, baseado no mensalão. Só que ele está às voltas com um pequeno problema: não consegue captar um centavo." A informação é do Radar Online, do Lauro Jardim (Revista Veja).

Quinta-feira, Julho 30, 2009

Seria assim no Brasil?


Na minha opinião, a trajetória das curvas deve ser similar, mas a 'ultrapassagem' da quantia paga pelos 1% mais ricos na dos 95% mais pobres deva estar bem mais longe de acontecer. Além de ser mais regressivo, creio que no Brasil a classe média seja mais penalizada. Mas confesso que é achômetro, gostaria de ver um paper sobre o assunto.

Engraçado é que ao observar a tabela completa do estudo, notar-se-á que no período anterior à Tax Reform Act (1986) a proporção das taxas pagas pela população 1% mais rica aumenta constantemente, refutando o que eu sempre tinha ouvido sobre o governo Reagan, no qual os impostos dos mais ricos tinham sido reduzidos para que aumentasse o investimento, e não o consumo da economia estadunidense. A grande mudança, no entanto, foi no governo Clinton.

Agora quem vai dizer que o Brasil é neoliberal se seguir a política tributária dos EUA?

O gráfico está no site Tax Foundation, descoberto através do blog Carpe Diem.

Sexta-feira, Julho 24, 2009

Não é só Lula que defende Sarney. Veja quem.

No Painel do Leitor na edição de hoje da Folha de São Paulo:

"Onde estaria a imoralidade do avô Sarney ao ajudar a sua neta? Até quando a sociedade vai permitir, por meio da imprensa, tamanha hipocrisia? Ou será que os parentes dos políticos não têm responsabilidades, famílias e despesas?"
AGNALDO TIMÓTEO (São Paulo, SP)

Quinta-feira, Julho 23, 2009

Semelhanças e diferenças

Eu tenho a opinião de que dado o respeito às regras do jogo em uma sociedade democrática, crime é crime, seja lá qual for. Mas Lula, para defender Sarney, discorda:

“Não podemos tratar tudo como se fosse um crime de pena de morte”, disse o presidente. “É preciso saber o tamanho do crime. Uma coisa é você matar, outra coisa é você roubar, outra coisa é você pedir emprego, outra coisa é relação de influência, outra coisa é o lobby"

Isto me lembrou instantaneamente uma frase famosa de um político paulista, citada a partir do 25º segundo do vídeo abaixo.



Discordo de Lula e Maluf. Estupro, assassinato, roubo, tráfico de influência e falsificação de currículo não são coisas diferentes. São todos desrespeitos às leis e à Constituição e merecem punição e o mesmo repúdio das pessoas que são corretas. O que difere, isto sim, é o tipo e/ou período de punição. Mas aí quem tem a prerrogativa de decidir sobre isso é o Poder Judiciário, e não o Executivo.

Quinta-feira, Julho 16, 2009

Índice Big Mac

Do Wikipedia:

"O Big Mac< é um índice calculado sobre o preço do Big Mac em mais de 100 países, tendo como objetivo medir o grau de sobre - ou subvalorização de uma divisa em relação ao dólar americano, comparando os preços do hamburger Big Mac nos Estados Unidos com o preço do Big Mac do país no qual se pretende comparar a moeda.

O princípio é que os procedimentos operacionais da cadeia de fast food McDonald's são os mesmo em todos os países em operação, inclusive a margem de contribuição por produto."


Sim, o Índice Big Mac possui muitos problemas. Os preços dos insumos do produto se diferem nos países, mão de obra idem, o valor da moeda é influenciada pela expectativa futura, que não entra no preço do sanduíche, entre outras coisas. Mas pode servir de parâmetro para as pessoas diferenciarem o câmbio real do nominal.

Se o câmbio real projetado pelo índice não é igual ao verificado na realidade, as diferenças não são grotescas. Abaixo segue o Índice atualizado, de acordo com a The Economist.
Tirem suas próprias conclusões.

Principais blogs de economia

Uma lista sugerida pelo blog do Wall Street Journal:
http://blogs.wsj.com/economics/2009/07/16/a-readers-guide-to-the-econ-blogosphere/

Muito interessante, mas incompleta na minha opinião. Dan Rodrik, Carpe Diem, Nouriel Roubini, entre outros, não estão. Entretanto não desmereço nenhum blog da lista.

Mais voltado para mercados, há também os Top Blogs de Business em
http://www.wikio.com/blogs/top/business.

Mas prefiro os da lista anterior. Talvez por preferir Micro/Macroeconomia à Finanças.

Segunda-feira, Julho 13, 2009

Igualando os desiguais

Acho que o pessoal que estudou Direito ou outros cursos de Ciências Humanas já ouviu uma célebre citação do jurista Rui Barbosa:

"A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade... Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real."

Creio que há gente que deveria olhar com mais carinho para com esta citação.

Foi a primeira coisa que pensei quando li esta reportagem. A segunda coisa foi: "Istó É? Só poderia ser!"

Algo típico do jornalismo que se diz imparcial: tenta-se igualar os desiguais de qualquer maneira. Na verdade, algo parecido fazia a propaganda do Maluf na década de 90: desfilava acusações no horário eleitoral de um candidato de aluguel de um partideco para depois falar: Viu só? São todos iguais. Similar ao que o petismo tenta fazer hoje.

Pois bem. Foi notícia neste blog e em toda a mídia a Ministra da Casa Civil sendo pega na mentira, falsificando seu currículo lattes. Agora tenta-se igualar banana com maçã: na reportagem, é dito que

"Até nos erros, Serra e Dilma se parecem.(...)Dilma reconheceu o erro, mas seus acólitos espalharam que José Serra também não teria terminado o curso de economia - o que o governador paulista não desmentiu. No fundo, uma grande bobagem, pois o presidente Lula está aí para provar que diploma nunca lhe fez falta."

Inverdade total.

Se o autor da reportagem tivesse um mínimo de sensatez e boa vontade, iria atrás de seu livro autobiográfico, "O sonhador que Faz", e veria que o Serra começou Engenharia na Poli, não terminou, e para fazer o mestrado em Economia no Chile foi submetido "a um exame equivalente a todo o curso de graduação em economia" (página 100 deste livro), sendo aprovado. Já na página 102 o próprio Serra diz que:

"Fiz minha tese,e a Universidade do Chile reconheceu os meus estudos, todos, uma espécie de equivalência, e pude defender o mestrado".

Sobre o doutorado, na página 123 do livro, Serra diz que
"Passei dois anos em Cornell. Fiz os créditos no primeiro e a tese no segundo"
.

Onde que está a mentira aí?

Bastaram 15 minutos de pesquisa para desconstruir a versão "igualitária" do autor do texto, que, aliás, se confunde. Uma discussão é sobre o diploma, na qual também discordo. Outra discussão é sobre falsificar o currículo, bem mais grave. Uma pessoa falsificou, outra não. Não há como igualá-las.

A imparcialidade burra da Folha está tendo muitos adeptos.

PS: recomendo a visita ao excelente texto no blog do Yashá falando sobre o petismo tentar pautar a opinião alheia, até no Twitter de pessoas famosas. Bem no ritmo de "quem não está conosco, está contra nós", á lá Bush.

Happy Planet Index

De acordo com este estudo, os países da América Latina são os que possuem maior coeficiente de felicidade. Costa Rica em 1º lugar, Brasil em nono, em um total de 143 países.

A crítica ao estudo tem fortes argumentos, baseando-se na idéia que dados ecológicos não necessariamente fazem relação com felicidade, que isto seria ideológico. De fato.

Mas os resultados fazem sentido. A Costa Rica, por exemplo, é um dos países mais desenvolvidos da América Central e menos afetado historicamente por confusões políticas. Outro acerto é na comparação entre períodos:

"Positive trajectories are seen in some countries; for example, in Germany (an increase of 23 per cent between 1990 and 2005), Russia (up 30 per cent) and Brazil (up 13 per cent)."

Isto faz total sentido. Um país que se uniu, outro que saiu do Socialismo e outro que dominou a Inflação melhoraram seus índices de felicidade. Entretanto, não significa que a pesquisa seja boa. Os números podem ser bem torturados sem que o modelo seja bom. O que não é incomum, especialmente quando entra ideologia no meio.

Via Oxonomics.

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Um bom debate

Gráfico retirado do excelente blog de Economia Carpe Diem.



De acordo com o gráfico, os Estados estadunidenses que possuem menores taxas de filiação ao sindicato por parte dos trabalhadores do setor privado cresceram nos últimos 5 anos significamente mais que os Estados com maiores taxas.

Tenho a opinião, no entanto, de que a relação causa e efeito é inversa. Ou seja, não é o fato que o trabalhador sindicalizado promove salários reais mais rígidos, fazendo com que as empresas produzam menos, e sim que é o fato da economia naquele Estado estar em decadência que faz o trabalhador ficar inquieto com baixos salários e probabilidade maior de desemprego, de modo que ele possui mais incentivos a se filiar a um sindicato que o trabalhador do setor privado de um Estado com desemprego decrescente.

Agora no Brasil, pelo fato de haver um oligopólio de sindicatos, com 2 ou 3 Centrais Sindicais dominantes, há uma relação direta de barganha que pode prejudicar a economia, acompanhada pela existência de um governo de sindicalistas como existe agora. Assim, há um círculo vicioso de causa e efeito. na questão econômica. Replico aqui um trecho do texto do blog citado:

"At a time when the country is struggling to pull out of a recession, Congress must not pass any legislation to promote union monopoly bargaining, which has a strong negative correlation with economic growth generally and with job growth in particular."

Segunda-feira, Julho 06, 2009

Isto se chama Desonestidade Intelectual

Como alguns leitores já sabem, este ano comecei meu mestrado acadêmico em economia. E, após insistentes pedidos da coordenação do curso onde faço, criei meu currículo lattes.

O currículo lattes é onde o estudante/pesquisador disponibiliza ao público sua formação, seus artigos, livros, seu projeto de pesquisa. Ou seja, é uma ferramenta imprescindível: inclusive foi ao olhar o currículo lattes dos professores de diversas instituições de ensino que optei pelo centro de estudo que atualmente curso.

Pois bem, quando você disponibiliza seus dados no site do Cnpq, ou somente o atualiza, aparece a seguinte tela:

"Declaração
O solicitante declara formalmente que está de acordo com o Termo de Adesão e Compromisso da Plataforma Lattes.
( Declaração feita em observância aos artigos 297-299 do Código Penal Brasileiro). "


Quem acessa o termo de adesão, consegue ver no quinto parágrafo:

"5. Conduta e Obrigações do Usuário

Como condição para utilizar o serviço, o usuário concorda em:

a) fornecer informações verdadeiras e exatas;

b) aceitar que o usuário é o único responsável por toda e qualquer informação cadastrada em seu Currículo, estando sujeito às conseqüências, administrativas e legais, decorrentes de declarações falsas ou inexatas que vierem a causar prejuízos ao CNPq, à Administração Pública em geral ou a terceiros;"


Pois bem: vocês podem notar que o instrumento da Plataforma Lattes é sério para o mundo acadêmico. Mas acho que a Ministra Chefe da Casa Civil não acha isso.

Se pensasse, não teria demorado VINTE E UM ANOS para corrigir em seu currículo lattes que o seu mestrado estava incompleto (observem a data em que a página foi corrigida e o término do mestrado).

Ou não teria demorado "apenas" dez anos para corrigir que não fez doutorado.

Não há muito mais o que dizer. Há uma expressão para isso: desonestidade intelectual.

O que, segundo a lei, é passível de pena e multa, que aumentam quando o agente é funcionário público.

Há outros dois pontos que achei estranhos:

1) No currículo lattes dela agora se diz que: "Foi aluna de mestrado e doutorado em Ciências Econômicas da UNICAMP, onde concluiu os respectivos créditos". Devo dizer que, se no mestrado em economia é improvável que se cumpram todos os créditos em um ano, imagine no doutorado, onde cursa-se em geral 50% a mais de créditos.

2) A Unicamp possui dois mestrados/doutorados em Economia: Teoria Econômica e Economia do Desenvolvimento. Qual o que ela fez?

No Doutorado em Economia do Desenvolvimento, segundo o site da própria Unicamp, "O aluno deve concluir seu doutorado em até 48 meses (máximo), dos quais, cinco semestres são dedicados aos cursos e o prazo restante à tese. Ao final desse prazo, o estudante que não tiver concluído o Doutorado será desligado do curso." No Doutorado em Teoria Econômica, fazer todos os créditos leva geralmente 3 semestres.

Se ela só fez um ano de curso, será que realmente concluiu todos os créditos, como dá a entender seu currículo lattes? Difícil, pois ela assumiu em 1999 uma Secretaria no Rio Grande do Sul. E isso que nem estou discutindo a qualidade do curso que a Ministra diz que fez...

Enfim, como disse o Josias de Souza:

"Coisa feia!"

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Esse é o cara!

No blog do Noblat de hoje:

"O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), avisou aos colegas que fazem tudo o que ele manda que a ordem a partir de hoje é confrontar em plenário o senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB.

Renan identifica em Virgílio o principal responsável pela situação de fragilidade política em que se encontra Sarney. Virgílio é quem tem cobrado com maior insistência o afastamento de Sarney do cargo de presidente."


Fica aqui uma homenagem ao Senador que deve conseguir tirar o dinossauro do poder na presidência do Senado. Creio que todos nós do TucanUSP consideramos que quando um Renan Calheiros da vida faz uma crítica, na verdade é um elogio para as pessoas que são corretas neste mundo.

Graças a pessoas como Arthur Virgílio que as pessoas não desacreditam na política.

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Luís Nassif, blogueiro da situação, metido em encrenca com o BNDES

Em 2008, uma turma abriu um blog SOBRE O BNDES. O objetivo era falar do banco, de negócios estranhos etc. Lá pelas tantas, falamos do processo envolvendo Luís Nassif.

Em seu blog, ele falava de "reescalonamento da dívida", mas nunca deixou claro que houve um acordo judicial em processo de execução (Proc 583.00.2005.200321-5, Fórum Central de São Paulo). No blog, o que fizemos foi provar que a história era outra: ao contrário dos procedimentos normais, o BNDES INTERROMPEU A EXECUÇÃO e realizou um acordo.

Como se sabe, o BNDES é um banco do Governo Federal.


Do blog do Gravataí Merengue.

Greve na USP

A greve é o instrumento final de uma negociação, o momento em que os trabalhadores precisam recorrer a uma chantagem por não conseguirem avançar mais as suas pautas.

Apela-se àquilo que os capitalistas têm de maior valor no seu negócio: maximização dos lucros. Espera-se que os patrões fiquem sensibilizados ao verem seus lucros minguarem, e atendam finalmente às demandas.

Tirando as pesquisas, a Universidade existe para a formação de alunos.

A greve de funcionários da USP é feita para prejudicar os alunos, para que o Estado veja que seus alunos estão sem aulas (retornos financeiros passam a ser decrescentes) e que isso o retorne à mesa de negociação.

O alvo é a sensibilização pela falta de aulas.

Greve de estudante seria o equivalente a uma greve patronal.

Terça-feira, Junho 23, 2009

PMDB tucanou?

Ou a GW está fazendo a propaganda do Quércia?

Ou é um plágio mesmo?

De toda a forma, não gostei.

Vejam a propaganda do PSDB-SP em 2008:



Agora, a inserção tucana paulista deste ano:




E no site do partido, a propaganda estadual do PMDB.

Convenhamos! Nem para mudar o slogan...

Isto me lembra 2002, quando as inserções do Lula tinham exatamente a mesma fala do Maluf em 1998, pois o marqueteiro era o mesmo. Ou em 2004, quando a própria GW, que desde 1994 faz as propagandas do PSDB, descobriu (e tento achar no youtube até hoje) que a fala da Martaxa sobre o CEU Saúde era exatamente a mesma fala do Pitta sobre o Fura-Fila, só mudava o nome do produto.

Podia ter ido dormir sem essa. Novamente, não gostei.

Domingo, Junho 21, 2009

Vagabundos e Terroristas.

Em uma nação em que vigora o Estado democrático de direito, sob a égide de uma Constituição Federal aprovada após duas décadas de regime ditatorial, espera-se que todos tenham o direito a manifestarem suas opiniões, indepedente de ser um pensamento minoritário ou majoritário. Vivemos, assim, nos últimos anos, vários momentos em que os diversos setores da sociedade brasileira puderam, assegurados pela Carta Magna, expressar seus anseios em determinados momentos. Cito aqui as manifestações que pediam a queda do presidente Collor, os protestos que almejavam impedir Fernando Henrique Cardoso e até o malfadado Movimento Cansei, de 2007, que protestava contra a impunidade absurda do governo Lula.

Pois bem, na República, o direito de livre manifestação é assegurado. Já na Cidade Universitária, que eu descobri ser uma Monarquia Absolutista (ou seria uma Diarquia nos moldes espartanos?), o todo poderoso Sintusp, juntamente com o DCE, resolveu que, a partir de agora, quem ousar se declarar contra a greve que sustentam será devidamente reprimido. Nesse sistema de completa repressão instaurada por esses dois órgãos "democráticos", vale de tudo para fazer prevalecer o pensamento guia de suas ações. Desde treinamento verbal e ideológico soldadinhos que devem atacar os "reaças" em brigas sem fim, até a agressão física, mesmo, em quem faz parte do grupo dos "fascistas", que é como chamam os opositores da greve.

Levanto o assunto em nosso blog, devido aos recentes fatos de sexta-feira. Tudo começou com a organização de um flash mob (mobilização rápida) para que quem se posiciona contra a greve tivesse a oportunidade de, pacificamente, demonstrar sua oposição a greve em uma descontraída reunião na Escola de Comunicações e Artes. A idéia era deixar claro para a comunidade uspiana, para a sociedade civil e para a imprensa, de que não eram OS estudantes da USP que estavam em greve, porém, apenas uma minoria de pouca representatividade capitaneada pelo DCE e pelos camaradas brandonistas. Acontece, que, nossos colegas grevistas sentiram no pacífico flashmob uma ameaça a sua nobre paralisação, já que as "forças da direita neoliberal tucana" estariam tentando acabar com a "luta dos trabalhadores e operários" reprimindo a greve. Dessa forma, de reprimidos, como gostam de se autointitularem, nossos amáveis revoltados decidiram atacar e coibir a realização do encontro antigrevista, tornando-se, então, repressores.

Fica claro, então, que para o DCE e o Sintusp vale tudo para que suas idéias sejam as únicas a vigorarem dentro da USP. Como não têm conhecimento de métodos civilizados de negociação, partiram para atitudes de baixo nível e, em tropa de choque, ameaçaram os antigrevistas de agressões físicas, além de nos chamarem por afáveis adjetivos, que não cabem aqui devido ao teor pouco polido típico utilizado por eles. De fato, fomos ingênuos ao não esperar uma retaliação do DCE e do Sintusp a passeata PACÍFICA contra a greve. Esquecemos, por alguns instantes, que esses são os mesmos que invadem a reitoria quando bem entendem, que trancam o Portão 1, evitando o acesso de milhares de estudantes e pessoas honestas e decentes que precisam realizar trabalhos e estudos pela USP. São os baluartes da democracia dos companheiros, aquela em que a "burguesia" é a causadora de todos os males, em que a solução dos problemas da USP é igual a solução dos problemas da humanidade, ou seja, destruir o capitalismo, o Estado de Israel e combater o imperialismo ianque, desde que, claro, o "companheiro" Brandão seja readmitido. Como disse, o nobre "Ozzy", membro do DCE, em assembléia na FEA, na última quarta-feira," a luta para que Brandão volte se equivale a luta em vingança pela morte de um grande companheiro seu, um irmão, um grande amigo. Se atingiu um, todos também são atacados".

Voltando aos acontecimentos de sexta. Após a total repressão do ato realizado na hora do almoço, tivemos uma grata surpresa na parte noturna do flashmob. Havíamos sido atacados durante o dia em nosso direito constitucional de expressão de idéias divergentes às deles. Até aí, tudo bem, afinal o local programado para o flashmob era no mesmo terreno de onde fica a sede do Sintusp. Acontece que, no flashmob que partiu da praça do relógio, os cerca de 300 antigrevistas presentes (da POLI, FEA, ECA, FFLCH e diversas outras unidades) foram surpreendidos com um levante de apoiadores dos grevistas que, furiosos com a repercussão do flashmob diurno na imprensa e na própria USP, começaram a perseguir aqueles que estavam lá presentes e atacar individualmente pessoas, muitos da organização, inclusive.

Diversos simpatizantes antigrevistas foram, então, vítimas de ameaças físicas e tiveram de correr para unidades próximas, principalmente para a FEA, para obtenção de abrigo. Os grevistas agrediram nossos membros com pedras, tapas, socos, sem distinção se estavam batendo em homens, mulheres, menores de idade, nem nada. Falam que foram vítimas de repressão da PM mas fizeram pior. Violaram uma liberdade garantida em lei, atacaram pessoas, que, teoricamente, são iguais a eles dentro da USP e, novamente, causaram o caos e a desordem na Universidade, ao contrário da PM, chamada para reestabelecer a ordem e a segurança dentro da USP.

Os relatos de agressões, desrespeito, xingamentos e mais fatos acontecidos estão aí. Basta acessar na própria comunidade do orkut da USP. Não adianta chamar os antigrevistas de conspiradores. Agora, mais do que nunca, o sentimento contrário à greve cresceu na parcela decente da USP que se viu agredida físico e moralmente por esses vagabundos. Vagabundos, esse é o nome. Chega de eufemismos, chega de palavras afáveis. Essa gente não pode mais continuar impune a tudo e a todos, eles são criminosos, são terroristas e não representam os 80 mil graduandos da melhor universidade da América Latina.

É por isso que eu ingressei no CDIE (Comissão para Defesa dos Interesses Estudantis) , surgido na Poli , hoje com membros de quase todas as unidades, e que tem como objetivo mostrar aos USPianos o que defendem os grevistas, a imoralidade e falta de razão da greve, além de dar vazão ao pensamento da maioria dos estudantes da USP (80%), contrários à greve.

Na USP, a grande maioria dos alunos é formada por gente decente, honesta e que se esforça para crescer na vida, intelectual e profissionalmente. Não somos como esses vagabundos, não podemos mais permitir que esses beócios enterrem na lama o nome da nossa categoria como um todo e, por conseqüencia, o de uma instituição altamente respeitada e símbolo do Estado de São Paulo e do país, construído ao longo de seus 75 anos de existência.


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Sábado, Junho 20, 2009

Apoio a Greve

Sou social democrata e acredito que a greve é um dos instrumentos mais importantes para se fazer uma democracia que atenda tanto as minorias quanto as maiorias.

Acima de tudo tenho fé também que a pauta de reivindicações da greve estudantil é democrática, política e acima de tudo apartidária.

Quem do blog concorda comigo e quem discorda se manifeste!

Sexta-feira, Junho 19, 2009

Greve da Greve na USP


Peço desculpas pelo noticiamento tardio da "Greve da Greve", visto que tive pouco tempo de postar aqui essa semana em razão da semana de provas. Enfim, serão realizados dois eventos amanhã no campus Butantã para que todos os USPianos contrários ao movimento grevista se manifestarem e mostrar à comunidade universitária, à mídia e à sociedade, quem, de fato, é maioria na nossa universidade. Afinal, eles são apenas barulhentos e desordeiros, não necessariamente majoritários, correto? Pois bem, no Piquete-Nic haverá presença de diversos setores da imprensa, como a Folha, a Globo, possivelmente a Veja e o CQC, da rede Bandeirantes.

Esperamos todos lá! Vai ser na ECA, ao meio dia. E à noite, Flash Mob, continuando o dia anti-greve na USP, principalmente para quem não puder comparecer durante o dia.

Vamos nos unir e mostrar que existe gente SENSATA na USP e que somos a maioria!

Terça-feira, Junho 16, 2009

Votação online acerca da greve

A comunidade USPiana está convocada a se posicionar sobre o movimento grevista e a presença da PM no campus. A votação está ocorrendo online, sendo necessários para autenticação dos votos o fornecimento do Nº USP, do e-mail USP e do nome completo para conferência dos dados.

Apesar da pouca quantidade de votos (cerca de 2500), é nítida a tendência de vitória do voto CONTRA a greve e a FAVOR da presença da PM no campus.

A POLI vem superando a FFLCH e tem liderado o número de votantes até o momento. Ainda sobre a greve, surgiu a notícia de que na FEA será realizada Assembléia entre os discentes para discussão dos últimos acontecimentos e adesão ou rejeição à paralisação. A pergunta que fica é: deve-se confiar na disposição do atual comando do órgão representativo feano em promover um debate tão incomum ao que geralmente ocorre lá e, ainda, haverá quórum dos alunos e vontade política para participar dessas discussões? Ficaremos no aguardo. A previsão é que a dita assembléia seja realizada na quarta-feira às 16h. A confirmar.

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Sábado, Junho 13, 2009

Discordo do Editorial do Estadão. Mas respeito.

Vejam o início do Editorial do Estadão desta sexta-feira:

"Nada de novo na USP

Não há novidade nos incidentes desta semana na Cidade Universitária, quando, cumprindo determinação judicial, a Polícia Militar (PM) derrubou barricadas e enfrentou com energia a agressividade de piquetes de servidores e alunos, para liberar o acesso à Reitoria da USP."


Já no dia 3, o Estadão publicou em outro editorial:

"Com exceção da decisão da reitora Suely Vilela de recorrer rapidamente à Justiça para assegurar o livre acesso à Cidade Universitária e ao seu próprio gabinete, a greve por tempo indeterminado dos servidores da Universidade de São Paulo (USP) em nada difere das que há anos vêm sendo deflagradas, quase sempre a partir de maio, pelos servidores da instituição".


Discordo totalmente.

um fato que difere totalmente das greves anteriores.

A triste percepção de que a Folha está fazendo mais o jogo dos baderneiros de plantão que a Agência Carta Maior.

Quinta-feira, Junho 11, 2009

Algumas considerações :

- O blog do Núcleo Tucano da Universidade de São Paulo, como o próprio nome esclarece é ligado ao Partido da Social Democracia Brasileira, PSDB. Logo, é um tanto quanto esperado que aqui os colaboradores, como eu, façam textos que sejam favoráveis à tal legenda. 

- Quanto à postagem anterior e a acusação de que este que vos escreve disse que os "alunos do G4 são melhores" que todo o resto da USP, apenas requisito aos senhores que pensam de tal forma que encontrem a linha do texto que possua tal mensagem, ainda que de forma implícita. 

- A citação ao G4 foi feita em virtude do boato de ameaça de invasão da FEA, que faz parte deste grupo. É de conhecimento notório que as quatro faculdades (SanFran, Med, Poli e FEA) têm posições semelhantes e uma proximidade maior do que a outras. Por isso, ao ser divulgada a simples ameaça, muitos estudantes dessas outras unidades se mostraram unidos à FEA, caso fosse confirmada a ameaça. Além disso, o grêmio da Poli e a FEA já vêm discutindo medidas acerca da greve, tendo o órgão politécnico já oficializado postura contra o movimento. 

- A maioria dos movimentos grevistas encontra maior apoio na FFLCH. Mesmo que a maioria dos alunos daquela unidade seja contra, é também de lá que saem a maioria dos apoiadores, é algo natural, já que concentra os cursos de foco mais político da USP.

- A polícia deveria estar no campus o tempo inteiro protegendo os alunos, ninguém aqui é contra isso. Todos sabemos das falhas de segurança do campus e aguardamos ação para corrigir tal problema. Mas eu continuo com a minha opinião, e acredito que muitos dos colegas que aqui escrevem, também, de que a PM deva, sim, defender o espaço da universidade contra ações que incitem a destruição dos espaços físicos ou invasão dos órgãos, tal qual em 2007. 

- Conforme eu disse no meu texto, as reinvidicações grevistas deram lugar a desejos do Sintusp. Questões que afetam os uspianos, de fato, deram espaço à "readmissão do companheiro Brandão". Sou tucano, apóio o governador Serra, mas também não apóio a Univesp, por exemplo. Existem problemas do sistema educacional superior paulista que todos nós almejamos por melhoras, o problema é que a luta dos manifestantes tira o foco do real questionamento com a situação atual da USP. Ficam com protestos que apenas atrapalham o andamento da universidade e com isso deixam de ser levados a sério e dão vazão aos partidos da extrema esquerda, inflamadamente, utilizarem a USP como palanque.

- Enfim, críticas são desejadas. Fico feliz em saber que o debate está sendo gerado. O problema é que a maioria dos críticos vêm com acusações baseadas em argumentos que nada tem a ver com o conteúdo do texto. Se querem ser contra, que sejam, acusem, mas explicitem onde está o fio que deu margem aos pensamentos expostos. De que adianta falar que eu disse algo que não disse? 

- Por fim, se acompanhassem o nosso blog, veriam que muitos dos últimos textos vêm fazendo críticas aos quadros tucanos atuais. Afinal, nenhum partido é perfeito, muito menos o nosso. Mas continuamos tucanos, uspianos, e no meu caso, FEAno, com orgulho. 





Quarta-feira, Junho 10, 2009

O levante brandonista de junho de 2009

Uma salva de palmas para os nobilíssimos grevistas da Universidade de São Paulo. Passado pouco mais de um mês desde o início da atual paralisação por parte dos funcionários, o movimento encontrava-se em descrédito, com apoio decrescente entre os discentes das diversas unidades, inclusive aquelas que tendem, normalmente, a apoiar tais iniciativas, como ECA, FAU e até mesmo a "revolucionária" FFLCH. Nesse quadro, foi surpreendente e quase cômico o episódio ocorrido ontem nas proximidades do Portão 1 da entrada do campus do Butantã.

O chamado "trancaço" do P1, que havia sido programado pelo "comando" da greve saiu além do esperado, já que a Polícia Militar foi convocada ao campus sob solicitação da reitoria. Os manifestantes se desentederam com os policiais e o resultado, esperado, foi o apelo a violência para tentar impor suas vontades e "reinvidicações". As congratulações as quais me refiro são ao fato de os grevistas terem conseguido seus desejados 15 minutos de fama e a atenção dos principais meios de comunicação do país, inclusive, a minha atenção, visto que sou um daqueles que já adquiriu um perene sentimento de indiferença em relação ao movimento estudantil atual e suas ações "de abalo da ordem vigente de repressão".

Pois bem, hoje os nossos colegas USPianos estão nas páginas dos principais jornais, são manchetes na tv e encontraram mais uma porta para radicalizar seus atos, como se já não houvessem atingido o fundo do poço. Esse fato, aliado à uma reitora incompetente, a Magnifica Suely Vilela, nos leva a questionar qual será o futuro dessa greve absurda. Os revoltados agora estão com o ego e o espírito "guevarista" ainda mais aguçado, vieram hoje para o campus expondo suas belas camisetas com o médico argentino "Che" nas estampas ou orgulhosamente estampado as cores vermelhas e preta. Entrando na universidade no dia de hoje, me senti quase como em Cuba, com os jovens barbudos, tanto real como metaforicamente, olhando para mim com olhar de reprovação, visto que eu não participo desses atos, além de ser da mais "reacionária" faculdade da nossa USP, a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade.

Enfim, a fama de uns não sai de graça para outros. Enquanto nossos "camaradas" desfrutavam dos flashes do Estadão, Folha, Globo e das câmeras das redes de TV, estudantes, funcionários e pessoas comuns - que estudam, trabalham, dentre outros ofícios que não fazem parte do vocabulário grevista - tiveram suas rotinas extremamente prejudicadas pela "revolucion" ocorrida ontem no campus. O trãnsito foi interrompido, dezenas de helicópteros sobrevoaram os limites da Cidade Universitária, causando barulho que perturbou a concentração daqueles, que como eu, necessitavam estudar para as provas de final de semestre, além da interdição de diversas vias e medo em pessoas que passavam pelas ruas da USP enquanto ocorria o confronto com a PM. O desejo midiático dos companheiros da esquerdalha novamente só beneficiou à elite do comando desse "Levante do Gueto de Varsóvia" à lá São Paulo. A vivência dessas pessoas pouco inclinadas ao esforço - físico e intelectual - com um sistema de democracia relativamente estável é impossível, já que vivem numa eterna pirraça com qualquer forma de poder, chefia, controle. É uma síndrome de adolescência eterna, é a emergência da turminha do Brandão, o elemento mal encarado do colégio que vivia ameaçando os pobres colegas que não o apoiassem em qualquer ação, não importanto qual fosse.Só que aqui estamos tratando de adultos, de um denunciado pela justiça por ações que ele pouco deve se orgulhar, além do caos que esses filhos de Marx (que não devem nem saber, em maioria, quem, de fato, é esse alemão) causam nas vidas de dezenas de milhares de estudantes e funcionários que necessitam dos serviços paralisados na universidade.

O cúmulo dos nossos wanna be Che Guevara foi ontem a idéia - extremamente aplaudida e apoiada verbalmente, diga-se de passagem - de invadir a mais hostil unidade da USP a qualquer movimento de tendência esquerdista, grevista, dentre outros adjetivos que se incluem na categoria da estupidez humana: invadir a FEA no dia de hoje, 10/06. "É brilhante, vamos invadir o templo dos reacionários da USP e mostrar ao G4 que somos nós que estamos no controle, hohoho" deve ter pensado o brilhante propositor dessa idéia beócia. Que fiquem revoltadinhos em suas respectivas unidades juntamente aos camaradas do PSOL e PSTU já é algo condenável e vergonhoso, já que estudante da USP - em teoria - tem de se esforçar para conseguir acompanhar o ritmo de suas graduações, que, ao menos no caso da FEA, são sérias e com conteúdos não tão simples de entendimento caso o estudo não seja uma das atividades de quem se dispõe a nelas ingressar. Agora, perturbar, ou mesmo chegar a ameaçar interromper a normalidade numa das mais respeitadas faculdades da USP já vai além do meu limite de tolerância, assim como da maioria dos FEAnos e, especialmente, graduandos do chamado G4, que inclui aí a Medicina, a São Francisco, a Politécnica e a FEA, visto que tenta nos impor uma idéia que a maioria de nós NÃO compartilha ( a banalização das greves ) e gera a possibilidade de prejudicar o andamento das atividades regulares das nossas graduações, ainda mais no final de semestre. Os bon-vivants grevistas pouco inclinados ao estudo devem ser daqueles que, acidentalmente, conseguiram ingressar na USP e, com médias de notas acadêmicas baixíssimas, devem se sentir ofendidos pelos estudantes do G4, que, em maioria, levam seus cursos a sério e acham graça no fato de ainda no século XXI haver gente que vive admirando assassinos e líderes comunistas, como Che, Fidel e Hugo Chavez.

Pois bem, passado o espetáculo midiático "nunca antes visto" nessa universidade, parafraseando o grande grevista do Brasil, hoje "patrão", chegamos a algumas conclusões sobre a greve, ou seria o nome correto "férias extremamente longas" desses revolucionários de meia tigela. A primeira é a de que as principais "bandeiras" não beneficiam em nada os USPianos, mesmo. A grande luta é a readmissão de um funcionário qualquer, que, acidentalmente, foi aclamado como o símbolo de toda a vagabundagem do grupo. Trata-se de um ser que carrega nas costas processo na justiça devido a acusações gravíssimas e que por isso foi afastado da universidade, como ocorreria com qualquer servidor público na mesma situação. Ele, ao contrário do que pensam seus comparsas, não é mais especial que nenhum servidor da Academia, muito pelo contrário. Por concordar, compartilhar e fazer apologia à sua condição de "vítima", Brandão não merece respeito algum, como se já não bastasse ser membro do movimento grevista, algo que já retira a chance de respeito de qualquer pessoa junto a mim e a grande maioria de"iluminados" dessa universidade.

Além disso, como já era de se esperar, nossos piqueteiros aproveitaram o incidente do dia 9/6 para trazer, novamente, à tona, sua profunda mágoa e ressentimento eterno junto ao Governador José Serra, grande líder do nosso partido, o PSDB. Seria cômico, se não fosse trágico, ainda mais no dia que a pesquisa Ibope confirmou a tendência de liderança isolada do presidenciável tucano na corrida para 2010. Confesso que fiquei admirado com a eficientíssima logística e administrativa dos companheiros do Sintusp, que em menos de 24 horas, conseguiram espalhar por todo o perímetro do campus do Butantã cartazes enormes com os dizeres "Fora Serra". Ora, a luta contra a reitora Suely do dia para a noite tornou-se a luta contra o chefe de governo do estado, conhecido por não dar vazão a esse tipo de levante. Não é surpreendente, contudo, que uma hora ou outra as férias de nossos colegas graduandos e dos funcionários seria utilizada para espetacularização política, para promoção de líderes dessa esquerdalha e tentativa de prejudicar a imagem dos "neoliberais tucanos".

Fica evidente, portanto, que os únicos interesses defendidos em todo esse movimento vergonhoso são vontades pessoais, localizadas e de uma elite sindical que se acostumou ao poder desde a chegada dos companheiros petistas ao poder federal em 2003. Acontece que aqui em São Paulo ainda existe uma equipe de governo indiferente à essa gente, que responde aos atos radicais da forma como devem ser atenuados. A PM veio ao campus e aqui deve permanecer enquanto for necessário, tanto para preservação dos espaços públicos e comuns da instituição como para segurança da grande maioria dos alunos da melhor universidade da América Latina, que lutaram para nela ingressar e continuam, diariamente, uma rotina de estudos, trabalho e garra para atingir os objetivos que traçaram após a conquista de entrar na USP. Esses 0,7% de vagabundos merecem punição e esse é o desejo pessoal meu e de muitos discentes, que acreditam no poder das leis e na seriedade de homens de respeito, como o governador Serra, e não em produtos fabricados e oportunistas de um meio cheio de fins questionáveis, como o sindicalismo "brandonista".

Nota: esse texto é dedicado aos alunos contra a greve da USP, em especial aos FEAnos e demais graduandos do G4, como o colega Pedro Armelin, leitor desse blog, que compartilha muitas das idéias aqui expostas.

Terça-feira, Junho 09, 2009

Esclarecimentos sobre o confronto da PM com os estudantes da USP

- quase todos os alunos são contra a greve.

- a maioria dos professores é contra a greve.

- quase todos os funcionários são a favor da greve.

- Claudionor Brandão (PCO-SP), cuja readmissão é a maior reivindicação da greve, tem extenso histórico de problemas com a polícia. Já foi feita uma passeata de mulheres de extrema-esquerda contra ele.

- a polícia teve de intervir porque proibir não-grevistas de trabalharem é ilegal.

- mais da metade das pessoas presentes hoje no confronto com a PM não era ligada à USP.

- a ordem de intervir da PM foi judicial e não partiu do executivo (tirem o Serra dessa).

- os manifestantes estão bem satisfeitos com tudo isso por terem virado mártires.

Domingo, Junho 07, 2009

A verdadeira "Zelite"

Dona Marta desta vez não relaxou, nem gozou, e já promoveu um almoço só entre mulheres com a Ministra da Casa Civil Dilma Roussef.

Um debate intelectual de altíssimo nível, pois na casa dos Jardins da ex-prefeita estavam pessoas como Adriane Galisteu, Ana Maria Braga, Luciana Gimenez, Maria Paula (a nora da Martaxa que é do Casseta e Planeta) e Marxlena Chauí.

Pela frase abaixo, retirada da notícia da globo.com, vocês podem ter idéia de como foi a discussão dos principais problemas do país neste almoço:

"Já a apresentadora Luciana Gimenez disse ter falado com a ministra sobre a falta de um banco de dados que integre as polícias de todos os estados. “É um problema sério. Se você vai empregar uma pessoa na sua casa, você só sabe da ficha da pessoa em São Paulo”, disse."

Entretanto, creio que a notícia mais relevante deste almoço foi digno de arrancar aplausos dos que o senso comum chama de neoliberais:

"Questionada por uma das convidadas sobre até quando vai o Bolsa Família, a ministra responsabilizou a crise financeira por retardar a redução do programa social.

“Nós aceleraríamos a redução do Bolsa Família se nós não tivéssemos tido esse interregno agora que estamos tendo da crise internacional, que afetou o Brasil", afirmou.

"Acho que o Brasil retoma essa tendência de diminuir a quantidade de recursos para o Bolsa Família quando o crescimento retornar de forma sustentável,""


Estou desde já procurando se existe o vídeo destas entrevistas.